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O Modelo de Keynes

por blog autarquicas, em 04.04.17

Mestrado em História (UFJF, 2013)
Graduação em História (UFJF, 2010)

A economia capitalista fez surgir diferentes teorias sobre as melhores formas de administração dos recursos e da produtividade. No século XIX, duas ideias se opuseram entre os ideólogos, a teoria liberalista e a teoria marxista. Esta defendia a ampla participação do Estado na regulação da economia, enquanto a primeira argumentava que a economia deveria se regular por conta própria, reduzindo fortemente o papel do Estado. No decorrer do mesmo século e no início do século XX, o liberalismo foi predominante nos países do Ocidente. O modelo fez muito sucesso e sustentou o desenvolvimento do capitalismo no mundo. Sua aplicação trouxe progresso, mas foi acompanhada por rígidas rotinas de trabalho com a finalidade de aumentar a produção e o lucro. O liberalismo, no entanto, encontrou seu limite, em certo ponto, justamente pela superprodução. Outro ponto trágico foi o acirramento das disputas de mercados, intensificadas pelo ingresso na disputa de países tardiamente unificados como Itália e Alemanha. A tensão culminou na Primeira Guerra Mundial, iniciada em 1914, encerrando um ciclo conhecido como Belle Époque. Anos mais tarde, a superprodução capitalista de espírito liberal causou uma imensa crise econômica, em 1929. A crise se espalhou pelos países capitalistas, que buscavam uma maneira de superá-la.

Em meio a esse período de depressão, o economista inglês John Maynard Keynes fez proposições que contrariavam o liberalismo. Ele propunha uma nova organização político-econômica que defendia o Estado como agente indispensável na economia. Assim, Keynes colocava em cheque as ideias do livre mercado, argumentando que a economia não é autorregulada. Não dizia, no entanto, que o Estado deveria controlar plena e amplamente a economia, aproximando-se de uma formulação marxista, mas que o Estado tinha o dever de conceder benefícios sociais para que a população tivesse um padrão mínimo de vida.

A política econômica com a participação do Estado foi inaugurada pelo presidente estadunidense Franklin Delano Roosevelt, no início da década de 1930, para salvar o país da Crise de 1929. A medida que ficou conhecida como New Deal foi a salvação de um modelo liberalista que atingiu seu limite por diferentes motivos. O Estado foi chamado novamente à economia e foi condicionante de uma recuperação econômica naquele período. Em 1936, John Keynes racionalizou a teoria intervencionista em seu livro intitulado Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. A obra se tornou referência clássica para estudos de Economia, Administração, Sociologia e História e ainda hoje serve de base para muitas outras formulações teórica e práticas.

Cabe sempre ressaltar que as ideias de Keynes, popularizadas como Keynesianismo, nunca foram em defesa da estatização da economia, mas sim da participação do Estado em segmentos que não podem ser atendidos pela iniciativa privada. Suas ideias foram muito bem aceitas e aplicadas nos países da Europa Setentrional, onde alcançaram grande sucesso. Elas deram origem também ao que é chamado de Estado de bem-estar social.

Fontes:
http://www.economiabr.net/teoria_escolas/teoria_keynesiana.html
http://www.rep.org.br/pdf/78-5.pdf
http://www.rep.org.br/pdf/28-5.pdf
http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=1058945

 

Arquivado em: Economia

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publicado às 20:33


Sobre as campanhas eleitorais

por blog autarquicas, em 31.01.17

A fase da campanha eleitoral é fértil não só em promessas mas também na diversidade que os cartazes das campanhas apresentam. Os mais (des)inspirados terão tempo de antena privilegiado aqui no blog, que pretende recolher imagens de cartazes com textos pitorescos, design kistch, localizações estratégicas invulgares ou outros exemplos igualmente delirantes. Colaborem e enviem-nas.

Estado de sitio. Será que não existem profissionais capazes e com competências académicas vulgarmente conhecidas por artes gráficas? Temos bons designers em Portugal com apetências profissionais suficientes para suprimir a falta de bom gosto no contexto da ergonomia visual... tais cartazes, ferem a o bom senso e provam a falta de cultura visual que reina no nosso país.

É triste observar como designer licenciado, o facto de muitos como "nós" rumarem para o estrangeiro por falta de trabalho no nosso país de seu nome Portugal, enquanto quem fica por cá assiste às desgraças e aberrações pseudo profissionais executadas por amadores. Ao contrário do que muita gente pensa, esta área profissional (design) não se resume à estética. Muito pelo contrário, design não é estética mas sim, um acto objectivo que gira em torno de um processo projectual, que visa suprimir as necessidades do utilizador de uma forma clara e científica sobre a autarquia institucional. Para tal é necessário conjugar e deter conhecimentos vastos e ao mesmo tempo complexos que devem ser coordenados e aplicados ao projecto de uma forma objectiva e intencional (tipografia, ergonomia visual, leitura e analise de imagem, economia de produção, estudos sociais e antropológicos).

Eu como designer industrial estou farto deste país medíocre e pequeno, em que todos os dias se encerram empresas devido à inexistência de uma estratégia de educação que vise a produtividade nacional. Eu como licenciado e filho do Carlos padeiro vejo-me obrigado a deixar este país e apresentar os meus projectos às linhas de produção estrangeira, porque em Portugal reina a destruição e não a criação. Abandonar este país?!! muitos já o fizeram como: Paula Rego; Saramago; Doutor Damásio e muitos outros. Estou farto de ser mais um português inserido numa democracia maçónica que corta as esperanças de um povo que já não tem vontade de lutar.

Como tal, as questões inerentes à sua concepção (design) também são relevantes. Se o meu comentário não foi produtivo, a sua intervenção relativamente ao "bacalhau" foi sem duvida o melhor comentário em todo este blog. Por outras palavras, o seu comentário é nulo e revela falta de sentido abrangente, já para não falar em ignorância extrema.

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publicado às 18:56


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